Something\’s burning [or a fancy name for Esturrico]

Fevereiro 13, 2007

Receita para nabos em dia dos namorados

Filed under: Chef Convidado — by Helder Ferreira @ 2:29 am

Já é dia treze , por isso tomem lá.

O primeiro jantar que a minha mais que tudo fez num mês de Janeiro, para nós dois, vivíamos ainda na capital do império. Excelente para jovens nabos que mal sabem estrelar um ovo impressionarem a namorada. É fácil e dá uma mesa excelente, bonita e romântica. Não se riam: esparguete à bolonhesa. ‘Tão a rir? Então cá vai para duas pessoas:

250 a 300 g de carne picada com meio chouriço de colorau. Deve ser carne que não fique muito seca depois de cozinhada. O nispo é barato e suficientemente bom.

Uma mão de esparguete

Dois tomates maduros médios

Vinho branco

Pimenta branca

Uma cebola pequena

Quatro dentes de alho picados

Azeite

Uma folha de louro partida ao meio

Piri-piri seco (duas malaguetas das pequenas)

Sal

Orégãos

Queijo ralado

Numa panela pôr os dentes de alho picado, a cebola picada, o azeite a cobrir o fundo ou pouco mais e espalhar um pouco de pimenta branca. Ligar o fogão e deixar alourar a cebola. Pôr a carne picada, mexer um pouco e introduzir os tomates previamente cortados em pedaços, o piri-piri e o louro. Mexer um pouco mais e regar com vinho branco a gosto (um terço de um copo normal). Continuar a mexer durante um minuto. Entornar um ou dois copos de água na panela – a cobrir o que já lá está – e de seguida duas pitadas de sal.Numa outra panela mais baixa, com àgua fria até meio, pôr o esparguete e uma ou duas pitadas de sal. De início metade dos fios de esparguete ficam de fora. Não se preocupem, à medida que amolece vai escorregando para dentro d’água. Agora é só deixar cozer e ir provando. Gosto do esparguete al dente (um pouco rijo, logo antes de agarrar ao frigorífico 🙂) e a carne é como se preferir, cá em casa gostamos de deixar apurar bem até ganhar aquele sabor um pouco ácido do tomate.

Assim que estiver pronto, servir directo nos pratos (é claro que a razão do jantar deve estar descalça, na sala, de vestido de noite e colar de pérolas falsas recém oferecido a beberricar o Marquês de Borba ou um Chianti já que o Sta Marta de Penaguião de 85, o Auster 2002 ou o Barca Velha são complicados). O segredo está na apresentação da mesa. Com um garfo grande, fazem-se quatro rolos de esparguete juntos e a carne picada forma um centro. Por cima espalha-se um pouco de queijo ralado e orégãos. Duas velas, um talher WMF, dois copos Vista Alegre e um dos vinhos tintos acima e ‘tá feito. Qual vestido de noite qual carapuça. Não tarda nada e resta o brilho de um colar. Atenção às meias que é das coisas mais “so last week” que existe. E sempre foi.
Só mais uma achega, aconselho o “Blue Valentine” de Tom Waits ou “ Eight Seasons” de Astor Piazolla/ Vivaldi durante a refeição e “Kind of Blue” de Miles Davis ou “Gone to Earth” de David Sylvian logo após. Quando só houver meias e o colar ao barulho, “Orgasmatron” de Motörhead. Trigo limpo… farinha Amparo.

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1 Comentário »

  1. eu queria uma reseita de nabo cosido
    ou de outro jeito
    tipos de reseita de nabo
    por que eu preciso de fazer essas reitas de naobo por calsa que eu tenho
    gliseride alta
    ok?

    Comentar por arthur klinsman — Dezembro 11, 2007 @ 10:48 pm |Responder


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