Something\’s burning [or a fancy name for Esturrico]

Outubro 23, 2007

bolo do caco

Filed under: Chef Convidado — by lucy blogzira @ 3:03 pm

a minha mãe apaixonou-se com bolo do caco quando visitou Madeira há uns anos (vergonhosamente, ainda não lá fui). Levou a receita quando saíu e agora faz muito em casa em Inglaterra. É um pão deliciosamente CHEWY (desculpa, falto a palavra para CHEWY!) e aqui estou eu com a minha versão. espero que gostes.

1kg farinha
1kg (peso cru) batata doce – cozido (vaporizei minha, em cubos)
3 saquetas de fermento para pão (ou equivalent de fermento fresco)
2 colheres de chá de sal

uma vez a batata doce já estiver morna, mistura tudo muito bem, e amassa a massa como se fosse pão normal – adiciona um bocado de água, tanta que é preciso para fazer a massa mais macia e lisa – deixa provar durante uma meia hora – amassa outra vez e faz 4 a 6 bolos de espessura de cerca 3cm e de uma largura não maior de que tua frigideira – deixa os bolos crescerem mais uns 45 minutos – pre-aquece o forno a 200ºC – pre-aquece a frigideira (sem óleo) e coze cada bolo nos dois lados na frigideira até estiverem bem dourados – mete os no forno e deixa mais 20 minutos para cozerem dentro – come – os que não comes, podes pôr no congelador – fotos para ajudar as minhas instruções portuglesas.

Outubro 21, 2007

Aproveitar o Verão de São Martinho

Filed under: Bebidas Alcoólicas,Chef Convidado — by ruicarmo @ 11:32 pm

O Zé é um “primo” que vive entre o Inverno de Barcelona  e o Verão de Londres, deu-me a conhecer este género de sangria à inglesa que partilho com todo o gosto. Para levar a bom porto este refresco, basta ter vários jarros, gelo, uma garrafa de Pimms e outra de gasosa (7up ou Sprite); a quantidade de Pimms e de gasosa depende do gosto pessoal-aprecio mais o Pimms do que a gasosa, mas duas partes de gasosa para uma de Pimms pode ser suficiente…. Ao gelo, junta-se a companhia de  algumas rodelas de limão, lima e laranja, hortelã pimenta-é essencial-, morangos et voilá já está!  Pode sempre contornar esta receita com outras frutas da época, a seu gosto.

Outubro 20, 2007

Muambaaaaaa

Filed under: Étnico,Chef Convidado,Pratos de Aves — by Helder Ferreira @ 12:21 am

muambaaaaaa.jpg

Já viram um nascer do sol roxo? Roxo, mesmo roxo. O meu pai gostava de viajar de madrugada e assim lá íamos nós na estrada da Gabela a Luanda e apanhávamos as queimadas e aquele nascer do sol absolutamente impossível. Sou Angola, tenho saudades do calulu de peixe seco e dos embondeiros. Das rosas de porcelana e do Colégio S João de Brito – ver A Baía dos Tigres do Pedro Rosa Mendes.

Antes de começarmos, uma explicação. Deve usar-se uma galinha dura como na cabidela, mas um frango serve perfeitamente. Fazer muamba a partir do dendém (para quem não sabe é o “fruto” da palmeira) não é para qualquer um. Houve um tempo em que tinha que ser, assar e esmagar o dendém (a propósito adorava ir comendo dendém assado enquanto a minha mãe fazia a muamba), misturar água, coar tudo e sobrava o óleo. Depois apareceu o óleo de palma (dendém) em lata e, finalmente, já há a “muamba” enlatada.

1 Galinha (frango)

Farinha de mandioca (funge) ou, para quem não gosta, farinha de milho (arroz não, foda-se!)

1 lata de muamba

1 dúzia de quiabos (não faço ideia do peso)

1 cebola

Alho qb

Bué da piri-piri (gindungo)

Vinho branco (pouco)

Fazer uma pasta com o alho, o vinho branco e o gindungo, esfregar bem o frango com ela e parti-lo em pedaços. Numa panela grande picar a cebola e pôr um fio de azeite. Meter o frango em pedaços e alourar. De seguida, com uma colher misturar a muamba da lata na panela e meter os quiabos. Tapar e deixar cozer em lume brando. Se e só se necessário acrescentar um pouco de água. Noutra panela aquecer água até ferver enquanto num recipiente com água fria se dissolve a farinha de mandioca mexendo sempre. Quando a água ferver meter a mistela em que se tornou o funge na água fria e mexer. Muito. Tira-se a panela do lume e mexe-se sempre até o funge tomar uma consistência a meio caminho entre o borracha e a plasticina. Assim que estiver tudo pronto (controlar o frango) servir da panela. Primeiro, o frango com muito molho. Usa-se só um garfo para a carne e os quiabos. O funge, se possível, come-se á mão. Fazem-se pequenas bolas e molha-se no molho da muamba. Meu Deus!

Sei que esta receita, dos tempos verbais ao processo, está meio desencalitrada, mas no fundo, agora é fácil, basta encontrar a muamba em lata nos supermercados. Se houver dúvidas estão à vontade para pedir explicações adicionais, nem que eu tenha que perguntar à senhora minha mãe.

Nota: não me esqueci do sal, só que a muamba em lata é o suficiente, não é preciso acrescentar sal. Os quiabos são um ingrediente fundamental. Se só faltar isso mais vale não fazer.

 

E agora vou ali desarmar os engenhos explosivos que me meteram debaixo do sofá, do tampo da sanita, do chassis do carro e no armário das minhas t-shirts preferidas. Se não voltar já sabem…estou a comer uma muamba. E agora…todos temos um hino. This is mine

(more…)

Outubro 12, 2007

Canadian Thanksgiving (Ad lib) vs. Of Monteral

Filed under: Chef Convidado,Entradas,Vegetariano — by jmnk @ 6:55 pm

Em Londres este fim-de-semana fui convidado para um Canadian Thanksgiving. A coisa prometia, apenas dois dos convivas pertenciam à dita espécie e cada um de nós tinha a incumbência de cozinhar anything canadian. Com pouco tempo em mãos resolvi gralhar uns cogumelos com bacon canadiano, e para os os vegetarianos (que curiosamente eram os canadianos… oh raça tão PC) grelhei também uns cogumelos recheados com pasta de azeitonas rematando a decoração com uma folha de salsa. Alguma imaginação e a folha de salsa passava pela Maple Leafe da bandeira do Canadá. No menu constava o costumeiro peru e muita abóbora cozinhada das mais variadas formas e feitios. Gostei especialmente de uma sopa de abóbora com um toque exótico de leite de coco e amêndoa torrada. Fiquei com uma receita de um chutney de tomate para continuar a desgarrada com o rui carmo, mas fica para depois , quero testá-la primeiro.

Of Montreal – Heimdalsgate like a promethean curse (não são canadianos)

Outubro 7, 2007

Eu hoje jantei (!) caxupa…

Filed under: Chef Convidado — by Helder Ferreira @ 10:47 pm

dormircaxupa1.jpg

Outubro 6, 2007

Bloody Mary

Filed under: Alcoolismo Social,Bebidas Alcoólicas — by aL @ 8:22 pm

Ora bem, já que o chef Rui Carmo declarou a cozinha como zona de guerra, cá vai um Bloody Mary.

 

O Bloody Mary não é uma bebida consensual, nem todas as pessoas apreciam o tomate [o ingrediente principal], por isso se for para servir numa festa, será conveniente fazê-lo em doses reduzidas e oferecer outras opções aos convivas. Contudo o Bloody Mary é uma bebida agradável, especialmente para um final de tarde ameno. Coisa que ainda vamos tendo.

 

Ingredientes:

3 doses de sumo de tomate
1 dose de vodka
sumo de limão (a gosto)
tabasco (a gosto)
sal (a gosto)
1 colher de sopa molho inglês

Preparação:

Junta-se o sumo de tomate [atenção, é sumo e não polpa!!] e a vodka, mexe-se bem. Adiciona-se um pouco de sumo de limão, uma pitada de sal, umas gotas de tabasco [é melhor ser prudente e depois rectificar] e 1 colher de sopa de molho inglês. Agora deveria-se agitar tudo muito bem num shaker, mas pode mexer energicamente com 1 colher. Prova-se para perceber se está a gosto e serve-se num copo alto com gelo e um talo de aipo para roer! [é opcional e meramente decorativo o aipo].

Na imagem: Maria Tudor, a Bloody Mary

Bacalhau com cenoura

Filed under: Uncategorized — by Gabriel Silva @ 6:28 pm

Ingredientes (para 6 pessoas)

– 750 gr. de bacalhau cozido e desfiado;
– 2 kg de cenouras;
– 1 Lt de molho branco;
– 4 cebolas grandes;
– 4 colheres de sopa de azeite,
– pão ralado, queijo ralado e noz moscada;

Fazer um refogado com o azeite e a cebola muito bem picada;
Juntar o bacalhau e a cenoura, bem ralada;
Temperar;
Misturar bem e deixar refogar;
Juntar o molho branco e tornar a misturar bem;
Colocar num pirex untado com margarina e cobrir com o pão e o queijo ralado;
Levar ao forno e deixar gratinar;

Doce de tomate

Filed under: Chef Convidado,Doces — by ruicarmo @ 5:34 pm

É um dos doces que mais gosto. Espero que experimentem e que gostem também.

Ingredientes

Tomate (bem maduro mas sadio): 5 quilos

Açúcar: pouco menos de 5 quilos.

Preparação

Tira-se a pele aos frutos vermelhos. Espremem-se até ficarem sem a maior parte das graínhas e do sumo. Coloca-se no tacho que convém ser grande um pouco de água (mais ou menos um dl). Ao líquido, já ao lume, junta-se a totalidade do açúcar. Deixa-se derreter e junta-se a ele o tomate partido aos bocados pequeninos. E mexe-se. Pode-se, nesta altura, misturar dois ou três paus de canelas e duas pêras (descascadas e cortadas aos bocados grandes). Deixa-se ferver bem. Esta fervura leva bastante tempo-quatro a cinco horas em lume brando. Não se esqueça de ir sempre mexendo, para não pegar ao tacho. E se acha que este doce divino demora muito tempo a estar pronto, lembre-se que quanto mais tempo levar ao lume, com melhor consistência ficará para ser barrado.

Outubro 3, 2007

Caldeirada anti-sushi à moda do Helder seguido da sopa do dito

Filed under: Chef Convidado,Pratos de Peixe — by Helder Ferreira @ 1:13 am

Ora bem.

Cuidado com os pedaços de peixe porque a parte difícil é não ser enganado, especialmente no safio. Convém também que a corvina esteja escamada.

Tamboril

Raia

Safio (pedir da barriga, pegar na posta com o polegar e indicador junto à espinha dorsal e apertar. É fácil sentir se tem espinhas ou não)

Corvina

Lulas limpas cortada em pequenos pedaços

Três ou quatro gambas

Louro

Batatas cortadas em rodelas

Uma cebola cortada em rodelas

Alho picado qb

Azeite

Meio pimento cortado em tiras

Dois tomates maduros sem pele

Vinho branco

Sal

Pimenta preta

Duas malaguetas

No fundo da panela pôr as rodelas de cebola, o louro e o alho picado. Regar com um pouco de azeite. Por cima colocar as rodelas de batata e o tomate pelado cortado. Colocar o peixe cortado em pequenos pedaços misturado com o pimento, as malaguetas, a pimenta, sal qb e regar generosamente com azeite e o vinho branco. Levar a lume quente. Durante a cozedura deve controlar-se o sal e a água. Em princípio não é necessário acrescentá-la, mas se for não tem mal nenhum. Quando ferver, baixar o lume e acrescentar as gambas. Quando estiver pronto servir da panela não esquecendo que o pão escolhido é importante. Acompanhar com um bom branco ou verde.

No fim da refeição côa-se a água da caldeirada, coze-se massa de cotovelo pequena nessa água aproveitando alguns pedaços de peixe sobrantes e está feita a sopa. Fácil, não é?

Japan aí em cima. Como alguém dizia todos os homens deviam ser como Sylvian e, acrescento eu, tocar baixo como Mick Karn.

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