Something\’s burning [or a fancy name for Esturrico]

Novembro 24, 2007

Ian’s Extravaganza

Filed under: Étnico,Entradas,Regional — by aL @ 8:24 pm

Tenho por hábito organizar, com a regularidade possível, umas noites americanas. São jantares/ceias de ementa americana [mesmo que as opções não sejam tipicamente americanas, são só usados ingredientes do Novo Mundo como milho, tomate, batata, batata doce, chocolate…], e sempre regadas por ZERO! Estas reuniões servem principalmente para os meus amigos americanos matarem saudades dos EUA, enquanto vemos a CNN e Anderson Cooper, durante os debates entre os candidatos Democratas e Republicanos às eleições Norte-Americanas.

Numa das 1ªs noites o Ian levou uma espécie de paté de caju, numa receita de vaga inspiração texana numa homenagem ao seu grandpa, que se tornou num sucesso imediato. E não há noite americana em que não esteja na mesa esta extravaganza. A receita já foi testada fora do circuito americano e garanto que é um sucesso.

Ingredientes:

3 pimentos vermelhos grandes
100gr de cajus fritos [+- 1/2 pacote]
1 malagueta
1 caneco de leite de soja
1 colher de sopa de paprika
1 pitada de sal

Preparação:

Depois de limpos e bem lavados, cortam-se longitudinalmente os pimentos em 4-5 tiras. Coloca-se no grelhador até ficarem com a pele bem esturricada [sim, vai ficar preta!]. Quando os pimentos estiverem devidamente cozinhados, retira-se a pele, com a ponta de uma faca esta sairá com muita facilidade. Coloca-se as tiras dentro do copo da varinha mágica, ou num recipiente alto e estreito. Adiciona-se os restantes ingredientes [cuidado com a malagueta, sugiro que se coloque apenas 1/2 e depois de provar rectifica-se o tempero] e tritura-se bem. Graças ao caju o paté ficará quite cheesy. Este paté come-se idealmente com nachos

Novembro 23, 2007

Tarte de Leite Condensado – Receita enviada pela Mara

Filed under: Doces,E-Receita — by Elizabete Dias @ 6:15 pm

A Mara, uma das minhas primeiras amizades virtuais no mundo dos blogs, enviou-me a seguinte receita, para publicar n’ O Esturrico:

Tarte de Leite Condensado

Ingredientes:
1 pacote de bolacha Maria
75 g de manteiga
1 cálice de vinho do Porto
1 lata de leite condensado
3 ovos
2 colheres de sopa de açúcar

Preparação:
Tritura-se a bolacha. Derrete-se a manteiga e mistura-se com a bolacha e com o vinho do Porto. Faz-se uma massa e forra-se o fundo de uma tarteira com esta. Bate-se o leite condensado com as gemas, deita-se numa tarteira, por cima da bolacha e vai ao forno, mais ou menos 10 minutos (até abanar a forma e o conteúdo não abanar muito). Entretanto, batem-se as claras em castelo, com as duas colheres de sopa de açúcar, deita-se por cima e vai ao forno até alourar (depois formam-se umas bolhinhas que se vêm pouco na foto) :/

É bastante fácil de fazer. 😀 Também há quem lhe chame tarte de limão se
acrescentar umas gotas de limão na parte do leite condensado, mas eu não gosto muito.

(clique para aumentar a foto)

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Obrigada Mara, pela partilha deliciosa! 😉

Novembro 18, 2007

Francesinhas

Filed under: Chef Convidado,Regional — by Gabriel Silva @ 10:06 pm

Neste dia, 18 de Novembro, assinalam-se os 200 anos do início das Invasões dos bárbaros chamados de franceses.

Não haverá localidade, casa senhorial minhota ou igreja do norte onde ainda hoje, não seja possível escutar histórias e ver vestígios das mal-feitorias, dos saques, destruições e de como se esconderam preciosidades daquela turba insana que por estas bandas fez a desgraça e provocou a destruição de tudo e todos. Dirão uns que, à parte os malefícios «naturais» de uma guerra, terão por cá deixado as suas influências positivas. Não caberá aqui e agora discuti-las.

Mas felizmente, não reza a história nem as crónicas que se tenham dedicado à introdução de inovações culinárias. Pelo contrário, o seu estômago faminto após a pilhagem certamente se terá consolado com os bons, velhos e saudáveis petiscos e pratos tradicionais da secular culinária portuguesa.

Ora, leva por terras portuenses o nome de «francesinha» um prato que nas últimas décadas tem conseguido tornar-se concorrencial em termos identitários das não menos afamadas e deliciosas tripas.

Sucede que de francesas pouco terão. Apenas o pão, em forma de tosta. Que habitualmente se designava croque-monsieur (faite la liaison…). Com efeito terá sido pela década de 50 do século passado que Daniel David da Silva, empregado do restaurante Regaleira, ali na Rua do Bonjardim terá criado tal pitéu. Cujo sucesso é já do domínio do mito.

Que se prepara deste modo:

* Recheio da francesinha
– 2 fatias grossas de pão ligeiramente torrado
– fiambre;
– 2 fatias de queijo bola;
– 1 salsichas (de preferência fresca), grelhadas;
– linguiça grelhada;
– bife de vaca grelhado (se for carne de porco pode chamar a ASAE: é falsificação!!!);

*Molho
– 1 cerveja,
– 1 caldo de carne,
– 2 folhas de louro,
– 1 colher de sopa de manteiga,
– 2 cálices de vinho do Porto,
– 1 colher de sopa de farinha maizena,
– 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
– 1 tomate fresco, pelado e limpo de sementes
– 1/2 copo de leite,
– 1 colher de café de piri-piri

Dissolver bem a maizena com o leite e juntar os restantes ingredientes e com um passador triturar tudo. Levar ao lume até ferver e engrossar. Mexer para não deixar pegar.

Fazer um sandwich com os ingredientes, colocando por baixo o fiambre, depois o bife, a linguiça e a salsicha aberta. Cobrir o pão com queijo. Regar com o molho. Levar ao forno a gratinar.

E para acompanhar enquanto se confecciona nada como uma francesinha. Das reais. Falsa portanto.

Je t’attends depuis la nuit des temps (1977), com uma muito jovem Jodie Foster (sim, é A Jodie Foster), com impecável pronúncia, mas num registo assim a puxar para o festival eurovisão…..

Novembro 15, 2007

vieiras com molho de agriões vs. Iron & Wine

Filed under: Chef Convidado,Entradas,Marisco,Receitas Afrodisíacas — by jmnk @ 11:13 pm

Ok, esta receita tem fama de afrodisíaca mas nunca me resultou. Por isso ficou arquivada na secção “never again”. Acontece que há coisa de umas semanas abrigo um adolescente que tem a mania irritante de me chamar “o primo porreiro”. Começou este ano os seus estudos universitários e domésticos. O atado da margem esquerda do Guadiana, que nunca fez a própria cama, anda a planear um jantar caseiro com a namorada (quando eu não estiver é claro) e pediu-me uma receita para “elevar a cena” (palavras dele). Estou a pensar ensinar-lhe esta na esperança que também não resulte:

– 4 vieiras com concha;
– 1 chalota;
– 1 colher sopa de manteiga;
– 2 dl de natas;
– 3 colheres de sopa de vinho branco seco;
– 1 molhe de agriões;
– 1 colher de sopa de farinha; e
– queijo parmesão a gosto.

Picar finamente a chalota e fritar na manteiga em lume brando. Juntar as natas aumentando um pouco o lume. Diluir a farinha no vinho branco e juntar lentamente às natas tendo o cuidado de ir mexendo sempre o preparado. Temperar com sal e pimenta branca deixando engrossar o molho. Lavar os agriões e picar numa batedeira. Lavar bem as vieiras em água corrente tendo o cuidado de separar o coral do músculo principal. Colocar primeiro o coral das vieiras na panela com o molho, e deixar cozer em lume brando entre 3 a 5 minutos, dependendo do tamanho do bivalve. Juntar as restantes partes das vieiras pouco antes de as retirar do lume. Com cuidado colocar as vieiras nas conchas. Misturar o agrião no molho em lume brando. Em seguida encher as conchas das vieiras polvilhando com queijo parmesão a gosto. Levar ao forno pré-aquecido por uns minutos apenas para gratinar o queijo. Servir com Champagne.

Iron & Wine – naked as we came (óbvio não?)

Novembro 14, 2007

Peixe ao sal

Filed under: Chef Convidado,Pratos de Peixe — by Helder Ferreira @ 11:37 pm

Viva o sal! E viva o Algarve!

 

Esta receita foi-me ensinada por uma amiga algarvia. Nem que fosse só por isso vale a pena ter esta excelente amiga.

 

Nota sobre os grelos salteados. Fui à procura de receitas a ver se havia alguma coisa que lhes pudesse acrescentar. Pois não é que esta merda é plágios atrás de plágios!? Foda-se! Houve um burro que chamou grelos salteados aos grelos cozidos e vai daí é alheiras com grelos salteados que é só cozer e está feito. Olha qu’esta! Anda aqui um gajo a esforçar-se para não copiar, para experimentar e só dá cozinheiros da treta, que nunca saltearam grelos na vida. Salvo seja.

 

Fiz isto só para mim e para a cria, por isso, não me responsabilizo pelas quantidades.

 

2 Douradas daquelas formatadas nos aviários (pode ser qualquer outro, robalo, sargo, etc)

Batatinhas pequenas para dois

1,5 Kg de sal

½ molho de grelos

1 cabeça de alho

Azeite

Pimenta (more…)

Novembro 9, 2007

SOS Mamã Di

Filed under: Chef Convidado,Doces,Festas,Pratos de Peixe — by eduardamaria @ 5:10 pm

O convite da Elise para eu meter uma colherada neste blog muito me honra e cá estou. Obrigada Elise pela forma como me apresentaste.
Por coincidência, saiu ontem este SOS e, se não se importam, o meu primeiro post aqui, vai para ela.

PEIXE COZIDO, MAS COM ESTILO

Ingredientes
Batatas
Peixe
Espinafres (podem ser congelados, mas em folha)
Molho bechamel*
Temperos

(more…)

Novembro 8, 2007

A aL. fez anos, a aL. fez anos…

Filed under: Doces,Festas,Receitas para crianças — by Elizabete Dias @ 11:40 pm

boloanos7.jpg

 Por isso merece um bolo de chocolate especial (um lindo ursinho)! Ver slideshow aqui.

Ingredientes:

  • 3 colheres de sopa de cacau em pó
  • 175 gramas de açúcar
  • 225 gramas de farinha
  • 225 ml de leite morno
  • 3 ovos médios, batidos
  • 225 ml de óleo
  • 1 colher e meia de chá de fermento em pó
  • 1 colher e meia de chá de bicarbonato de sódio
  • 3 colheres de sopa de açúcar caramelizado

(more…)

L’aventure, c’est l’aventure, c’est l’aventure

Filed under: Chef Convidado — by Elizabete Dias @ 10:29 pm

O Vinho do Porto na Obra de Eça de Queirós

O Esturrico, conta agora com mais uma chefe convidada, a Eduarda Maria , minha amiga virtual, grande admiradora de Eça de Queirós, e de boas receitas acompanhadas de boas prosas.
Sê bem-vinda Eduarda a este nosso cantinho e ignora o Rui Carmo quando este deambula pela cozinha, aponta para os pratos sujos e diz: “Eu não lavo isto!”
Nem ele, nem nós. Talvez o Hélder. 🙂

Aproveito também para dar os parabéns a todos os chefes convidados e à incansável aL. , que têm dado vida e sabor a este blog, tornando-o num dos blogs com maior crescimento no WordPress em PT. 

 Aos leitores, resta-me agradecer e realçar como a vossa presença e  comentários são importantes para todos nós.

Obrigada.

PS- Eduarda, como se faz aquela delícia que envolve After Eights e leite condensado, e….

Novembro 3, 2007

O Bolo de Cacau da Menina

Filed under: Doces,Festas — by aL @ 10:30 pm

dsc00477.jpg

A Menina fez 4 anos no Domingo passado. Estava eu com as mãos na massa [literalmente! pois estava a preparar  bolos do caco. Obrigada Lucy, foi um sucesso ;)] quando recebo um telefonema da parte da Menina, perguntaram-me se o meu bolo de cacau poderia ser o bolo de aniversário. Muito honrada aceitei o desafio, mas obrigou-me a aumentar as doses e a improvisar um pouco (mais do que o costume!).

Ingredientes:

8 ovos
225gr de farinha c/fermento
250gr de açúcar
75gr de cacau em pó
1 iogurte natural
manteiga para untar
papel vegetal

Preparação:

Separam-se as claras das gemas. Depois de bater um pouco as gemas juntar o açúcar, e mexer bem até a massa ficar esbranquiçada. Adicionamos a farinha e lentamente misturamos bem, de forma a que fique bem homogénea. Para que a massa fique leve mistura-se o iogurte natural. Entretanto batem-se as claras em castelo – eu faço isso manualmente (porque não tenho uma batedeira*) o que é um óptimo exercício para os meus bíceps – e junta-se ao resto da massa e mexendo com suavidade, para envolver as claras na mistura. Finalmente, adiciona-se o cacau (reservando um pouco para a decoração final). A esta altura, já se pode provar a massa e perceber se precisa de um pouco mais de açúcar ou de cacau. Mas relembro o cacau é mais amargo que o chocolate, o que torna este bolo ideal para ser servido com algo mais doce, como por exemplo gelado de morango. Eu gosto do sabor ligeiramente amargo do cacau!

Entretanto, o forno foi pré-aquecido deixamo-lo a uma temperatura de 180º. Unta-se uma forma [eu usei uma rectângular, porque era mais fácil para servir como bolo de aniversário] e coloca-se o papel vegetal. O uso de papel vegetal não é obrigatório, mas protege a massa durante a cozedura e facilita a desenformagem. Normalmente eu faço um corte nos cantos do papel e encaixo-os nas laterais da forma, para que a massa não fique com papel no meio. O bolo fica no forno cerca de 25min. para que fique ligeiramente mal cozido no centro, como na imagem. Pode-se deixar mais 5min para ficar totalmente cozido.

* uma batedeira poderá ser, para mim! uma excelente prenda de Natal 😉 porque, maçarico eu já tenho!

Novembro 1, 2007

toffee apples

Filed under: Chef Convidado,Doces — by lucy blogzira @ 5:14 pm

maçãs em caramelo, maçãs carameladas? não sei, mas este feriado é a altura para toffee apples na minha terra…..

500g açúcar
150ml água
col. de chá. vinagre
50g. manteiga
corante vermelho (se quiseres)
6 maçãs (as mais estaladiças)

espeta as maçãs em espetos – arranja uma travessa untada com um bocado de óleo vegetal – derrete (numa panela forte e profunda) o açúcar com a água e vinagre e ferve até atingir ao 150ºC (com termómetro de açúcar é mais fácil… sem termómetro é cerca 10 minutos a ferver… começa ter só um toque da cor de castanho) – apaga o lume, bate a manteiga e corante no açúcar, mergulha com extrema cuidade as maçãs, cobrindo as bem com o caramelo – arranja na travessa e deixa pelo menos 15 mins para arrefecerem.se houver muito caramelo na panela, entorna numa outra travessa untada para ter só o caramelo – guarda numa caixa fecha ou embrulhadas em película – parte os teus dentes quando as comeres. e sim, há fotos:all hail the mighty toffee apple! perdyboiling sugar.mmmthe most useful kitchen implement EVERhard crack sugar with butter and colour addedtoffee apple with bad acne

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