Something\’s burning [or a fancy name for Esturrico]

Março 3, 2008

Risotto de Marbeilhes

Filed under: Regional,Uncategorized,Vegetariano — by aL @ 8:18 pm

Em dia de Terça-Feira Gorda [aka dia de Carnaval] lá em casa festejou-se a Super-Tuesday. Entre a farta ementa, que incluia uma tomatada com peixinhos da horta, croquetes de feijão, gratinado de brócolos e couve-flor, strudell de vegetais,  havia também uma experiência gastronómica: o risotto de Marbeilhes[assim designado pelos comensais].

Ninguém lá em casa tinha alguma vez tentado fazer risotto, foi com muita precaução que foi feito. Deu-se principalmente importancia aos ingredientes, o queijo era um naco de parmesão [do verdadeiro], o vinho usado era um vinho razoável [não era daqueles de pacote!!], o caldo foi feito com água de cozinhar legumes e o arroz era arroz para risotto [Já é possível encontrar isto no Pingo Doce, por exemplo] .

Para 6 pessoas:

300gr de arroz arborio
1 cebola média
500gr de espinafres
130ml de vinho branco
200gr de queijo parmesão
1 caldo de legumes
sal

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Dezembro 21, 2007

Arroz-Doce dourado

Filed under: Doces,Festas,Regional — by Elizabete Dias @ 10:12 pm

arroz doceIngredientes:

  • 2 chávenas de água
  • 1 pitada de sal
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • 1 chávena de arroz carolino
  • 3 chávenas e meia de leite gordo
  • 1 chávena e meia de açúcar
  • 10 gemas
  • canela em pó a gosto

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Aletria Dourada

Filed under: Doces,Festas,Regional — by Elizabete Dias @ 9:54 pm

aletriaIngredientes:

  • 1l de água
  • 1 colher de chá de sal grosso
  • 1 casca de limão
  • 300g de aletria
  • 400g de açúcar
  • 150g de manteiga
  • 10 gemas
  • canela em pó q.b.

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    Novembro 24, 2007

    Ian’s Extravaganza

    Filed under: Étnico,Entradas,Regional — by aL @ 8:24 pm

    Tenho por hábito organizar, com a regularidade possível, umas noites americanas. São jantares/ceias de ementa americana [mesmo que as opções não sejam tipicamente americanas, são só usados ingredientes do Novo Mundo como milho, tomate, batata, batata doce, chocolate…], e sempre regadas por ZERO! Estas reuniões servem principalmente para os meus amigos americanos matarem saudades dos EUA, enquanto vemos a CNN e Anderson Cooper, durante os debates entre os candidatos Democratas e Republicanos às eleições Norte-Americanas.

    Numa das 1ªs noites o Ian levou uma espécie de paté de caju, numa receita de vaga inspiração texana numa homenagem ao seu grandpa, que se tornou num sucesso imediato. E não há noite americana em que não esteja na mesa esta extravaganza. A receita já foi testada fora do circuito americano e garanto que é um sucesso.

    Ingredientes:

    3 pimentos vermelhos grandes
    100gr de cajus fritos [+- 1/2 pacote]
    1 malagueta
    1 caneco de leite de soja
    1 colher de sopa de paprika
    1 pitada de sal

    Preparação:

    Depois de limpos e bem lavados, cortam-se longitudinalmente os pimentos em 4-5 tiras. Coloca-se no grelhador até ficarem com a pele bem esturricada [sim, vai ficar preta!]. Quando os pimentos estiverem devidamente cozinhados, retira-se a pele, com a ponta de uma faca esta sairá com muita facilidade. Coloca-se as tiras dentro do copo da varinha mágica, ou num recipiente alto e estreito. Adiciona-se os restantes ingredientes [cuidado com a malagueta, sugiro que se coloque apenas 1/2 e depois de provar rectifica-se o tempero] e tritura-se bem. Graças ao caju o paté ficará quite cheesy. Este paté come-se idealmente com nachos

    Novembro 18, 2007

    Francesinhas

    Filed under: Chef Convidado,Regional — by Gabriel Silva @ 10:06 pm

    Neste dia, 18 de Novembro, assinalam-se os 200 anos do início das Invasões dos bárbaros chamados de franceses.

    Não haverá localidade, casa senhorial minhota ou igreja do norte onde ainda hoje, não seja possível escutar histórias e ver vestígios das mal-feitorias, dos saques, destruições e de como se esconderam preciosidades daquela turba insana que por estas bandas fez a desgraça e provocou a destruição de tudo e todos. Dirão uns que, à parte os malefícios «naturais» de uma guerra, terão por cá deixado as suas influências positivas. Não caberá aqui e agora discuti-las.

    Mas felizmente, não reza a história nem as crónicas que se tenham dedicado à introdução de inovações culinárias. Pelo contrário, o seu estômago faminto após a pilhagem certamente se terá consolado com os bons, velhos e saudáveis petiscos e pratos tradicionais da secular culinária portuguesa.

    Ora, leva por terras portuenses o nome de «francesinha» um prato que nas últimas décadas tem conseguido tornar-se concorrencial em termos identitários das não menos afamadas e deliciosas tripas.

    Sucede que de francesas pouco terão. Apenas o pão, em forma de tosta. Que habitualmente se designava croque-monsieur (faite la liaison…). Com efeito terá sido pela década de 50 do século passado que Daniel David da Silva, empregado do restaurante Regaleira, ali na Rua do Bonjardim terá criado tal pitéu. Cujo sucesso é já do domínio do mito.

    Que se prepara deste modo:

    * Recheio da francesinha
    – 2 fatias grossas de pão ligeiramente torrado
    – fiambre;
    – 2 fatias de queijo bola;
    – 1 salsichas (de preferência fresca), grelhadas;
    – linguiça grelhada;
    – bife de vaca grelhado (se for carne de porco pode chamar a ASAE: é falsificação!!!);

    *Molho
    – 1 cerveja,
    – 1 caldo de carne,
    – 2 folhas de louro,
    – 1 colher de sopa de manteiga,
    – 2 cálices de vinho do Porto,
    – 1 colher de sopa de farinha maizena,
    – 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
    – 1 tomate fresco, pelado e limpo de sementes
    – 1/2 copo de leite,
    – 1 colher de café de piri-piri

    Dissolver bem a maizena com o leite e juntar os restantes ingredientes e com um passador triturar tudo. Levar ao lume até ferver e engrossar. Mexer para não deixar pegar.

    Fazer um sandwich com os ingredientes, colocando por baixo o fiambre, depois o bife, a linguiça e a salsicha aberta. Cobrir o pão com queijo. Regar com o molho. Levar ao forno a gratinar.

    E para acompanhar enquanto se confecciona nada como uma francesinha. Das reais. Falsa portanto.

    Je t’attends depuis la nuit des temps (1977), com uma muito jovem Jodie Foster (sim, é A Jodie Foster), com impecável pronúncia, mas num registo assim a puxar para o festival eurovisão…..

    Setembro 24, 2007

    Tomatadas

    Filed under: Regional,Vegetariano — by aL @ 10:46 pm

    Pois bem, só para relembrar que os nossos 2 chefs o jmnk e o rui carmo presentearam-nos com 2 alternativas de tomatada.
    Agora é só escolher!

    Setembro 23, 2007

    Tomatada

    Filed under: Chef Convidado,Regional — by ruicarmo @ 8:49 am

    Bem sei que tenho faltado à chamada e que não precisavam de saber estas coisas, mas mesmo assim cá vai: a tomatada serve-me de transporte para viajar até à minha infância. Na altura, o meu avô tinha uma horta e quando era tempo de o colher, a cozinha ficava repleta do fruto vermelho, guardado em caixas de madeira. O cheiro característico e a cor que contrastava com o cal das paredes permanecem para sempre na minha memória. Tal como os sabores da sopa de tomate com ovos, o doce de tomate (um dia estará no Esturrico) e a tomatada. Confesso que nem sempre gostei de tomatada mas a minha Madrinha, com um truque, colocou-me no caminho certo. Experimentem e bom proveito.

    Ingredientes (para quatro pessoas)

    1,5 kg de tomates (bem maduros)

    8 ovos

    2 cebolas

    2 dentes de alho

    1 folha de louro e pitada de sal

    Azeite (a tapar o fundo ao tacho)

    Mãos à obra

    Pica-se a cebola bem miudinha. O tomate, já descascado, é picado aos bocados muito, muito pequenos. Deixa-se alourar a cebola, com o alho, no azeite. Quando se alcançar as cores do cabelo da Scarlett J. acrescenta-se o tomate, já partido, sem pele nem sementes e deixa-se apurar. Parte-se cada ovo individualmente e junta-se, mexendo, ao que já se encontra no tacho. Deixa-se ferver dois minutos. Apaga-se o fogo e está pronto. Não me esqueci do truque.Aqui está ele: para quem tem crianças (ou não resiste ao pecado da gula), o sucesso estará mais garantido se a tomatada for acompanhada por batatas fritas. Faz mal mas sabe muito bem.

    Junho 10, 2007

    Gaspacho à algarvia

    Filed under: Chef Convidado,Regional,Sopas — by ruicarmo @ 8:33 pm

    Para os dias azuis e as noites de calor. Do Barlavento algarvio para o que sobra do mundo.

    Ingredientes:

    Metade de uma cebola pequena

    2 dentes de alho

    2 tomates (daqueles bons para salada)

    1 pepino

    2/3 colheres de azeite

    Vinagre (a gosto)

    Oregãos (muitos 🙂 )

    Códeas de pão algarvio – muito melhor que o alentejano (mais ou menos 100 gramas)

    1/4 de pimento verde

    Pode-se juntar ainda batatas cozidas (que tenham sobrado da sardinhada do dia anterior).

    Como se faz

    Numa malga, coloca-se o azeite, o vinagre, uma pitada de sal, os alhos esmagados e os oregãos. Mexe-se tudo muito bem. De seguida, picam-se todos os ingredientes em falta: os tomates, o pepino, a cebola e as batatas e misturam-se na malga. Junta-se água gelada (q.b. por forma a ficar como se de uma sopa se tratasse) e cubos de gelo. Por fim, é o pão cortado em pequenos cubos que compõe a receita. Prova-se e ajusta-se o vinagre. Prefiro-o azedinho. É servido em tigelas.

    Bom proveito, bons calores e bom Verão.

    Maio 15, 2007

    Favas com chouriço

    Filed under: Regional — by Gabriel Silva @ 9:16 pm

    (seguindo o bom exemplo do Helder, das receitas com banda sonora, segue um verdadeiro clássico)

    FAVAS COM CHOURIÇO


    Ingredientes (4 pessoas):

    3 kg de favas
    1 molho de coentros
    3 alhos
    1 cebola
    100 g de toucinho
    1 chouriço de carne;
    1 chouriço de sangue
    3 colheres de sopa de azeite

    Num tacho, coloca-se o molho de coentros, os alhos apenas partidos a meio, a cebola cortada, o toucinho ás fatias finas e os chouriços às rodelas. Rega-se com o azeite e por cima colocam-se as favas.
    Tapa-se o tacho e leva-se a cozer em lume brando, mexendo suavemente de vez em quando, apenas para impedir para não pegar ao fundo.

    Maio 1, 2007

    Grão (de bico) com arroz

    Filed under: Chef Convidado,Regional — by ruicarmo @ 3:17 pm

    Porque um almoço destes, é mesmo para levar a carroça, seja ela qual for, ao seu destino. Esta é uma verdadeira iguaria da classe operária…algarvia. Ah! E porque a minha mãe o faz como o ninguém.

    Para seis pessoas, são necessários:

    600 gramas de grão de bico;

    300 gramas de arroz (uma mão cheia, para cada pessoa);

    200 gramas de abóbora (daquelas amarelas);

    200 gramas de toucinho entermeado;

    150 gramas de toucinho (daquele todo branquinho);

    Duas colheres de azeite;

    Uma chouriça;

    Uma cebola;

    Uma folha de louro;

    Hortelã a gosto e um bocado de sal.

    Começa-se, na véspera, por colocar o grão de molho. No dia seguinte, depois de bem lavado, é colocado na panela de pressão, na inevitável companhia das carnes, chouriço, cebola, louro mais a abóbora para cozer, com um fiozinho de azeite. Durante nunca mais de 15 minutos após começar a ferver (ou a panela der o primeiro apito).

    Destapada a panela, junta-se a água suficiente para (quando voltar a ferver) cozer o bendito arroz. Pouco antes de estar cozido, mistura-se o hortelã. O arroz deve ficar solto, por forma a ser comido – na companhia dos grãos – à colher, em prato fundo.

    Aqui por casa, as carnes são cortadas e colocadas numa travessa à parte. Normalmente, são comidas num entaladinho (uma sandes), barrado com o toucinho como se de manteiga se tratassse. Mão na colher e mão no entalado. Um vinho da região do Dão cai sempre bem, como sugestão.

    Bom proveito.

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